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Ano da Fé

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

JESUS DE NAZARÉ - A INFÂNCIA DE JESUS

Já havia recomendado o magnífico livro Jesus de Nazaré, pelo então Cardeal Ratzinger... tal como recomendo a 2ª parte: Jesus de Nazaré - da entrada em Jerusalém até à Ressurreição.

Logo, não poderia deixar de recomendar o 3º volume "Jesus de Nazaré - A Infância de Jesus", com o qual o Papa Bento XVI completa a sua Cristologia, tão academicamente brilhante, quanto clara para o cristão comum.

Já muito foi dito nos media acerca deste livro. Como de costume, tudo o que dito pelos media foi desinformação (para não lhe chamar coisa pior).


Mas penso que, desta vez, os meus comentários são inúteis. O que é preciso é deixar as palavras do Papa falarem por si.

Portanto, os jornais dizem que o Papa proibiu as representações da vaquinha e do burrinho no Presépio?

O que diz o livro?

"Nenhuma representação do presépio prescindirá do boi e do jumento."

Está lá!
Textualmente!
Pág. 61 da editora Principia, tradução portuguesa!

Então, de onde vem a polémica?

Daqui: "Aqui, no Evangelho, não se fala de animais, mas a meditação guiada pela fé, lendo o Antigo e o Novo Testamento correlacionados, não tardou a preencher esta lacuna, reportando-se a Isaías 1,3: «o boi conhece o seu dono, e o jumento o estábulo do seu senhor; mas Israel, meu povo, nada entende!» (...) Portanto, na singular conexão entre Isaías 1,3; Habacuc 3,2; Êxodo 25,18-20 e a manjedoura aparecem os animais como representação da Humanidade, por si mesma desprovida de compreensão que, diante do Menino, diante da aparição humilde de Deus no estábulo, chega ao conhecimento e, na pobreza de tal nascimento, recebe a epifania que agora a todos ensina a ver. Bem depressa a iconografia cristã individuou este motivo. Nenhuma representação do presépio prescindirá do boi e do jumento"

Sim.
O Papa diz que, nos evangelhos, não se fala de animais.
E (caramba!) está a dizer a verdade!
Quem não se acreditar, que leia os evangelhos! Fala-se lá de animais? Não!
O Papa limitou-se a constatar um facto.

Mas depois de constatar esse facto, o Papa explica por que motivo o boi e o jumento se tornaram ícones cristãos do presépio.
E, por isso, defende a relevância dessas figuras.
Mais do que isso, enriquece-nos com o significado mais profundamente teológico do boi e do jumento.

O Papa fez o oposto do que foi noticiado!

***

Outra polémica: Noticiaram que o Papa dissera que um dos reis magos era espanhol.

Vamos lá ler o que o Papa escreveu:

"Assim como a tradição da Igreja leu, com toda a naturalidade, a narrativa de Natal tendo por horizonte de fundo Isaías 1,3 e deste modo chegaram ao presépio o boi e o jumento, também leu a narrativa dos magos à luz do Salmo 72,10 e de Isaías 60. (...) Se a promessa contida nestes textos estende a proveniência destes homens até ao Extremo Ocidente (Társis = Tartessos, na Espanha), a tradição encarregou-se de desenvolver ainda mais a universalidade destes soberanos, interpretando-os como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa".

Portanto, a tradição da Igreja leu, na vinda dos reis magos, uma prefiguração da universalidade da mensagem de Cristo.
Jesus não vinha só para os judeus, mas para o Mundo inteiro.
Tal como estava prometido na profecia de Isaías e no Salmo 72.
Essa promessa estende a proveniência dos adoradores gentios até Espanha, no Extremo Ocidente.

Certo?

A promessa fala de Espanha.
Os verdadeiros reis magos podem não ter vindo de Espanha, mas a promessa da universalidade de Cristo, que eles simbolizavam, mencionava Espanha.
A promessa.
Não os reis magos.

Como tal, as representações tradicionais dos reis magos começaram a incorporar estes elementos teológicos. Pese embora, na Bíblia, não saibamos a real proveniência desses sábios.

***

Última polémica: A ideia de que Jesus não nasceu no ano 1 d.C., mas 4 anos antes.
 
Diz o Papa: "Um primeiro problema ainda é bastante fácil de esclarecer: o recenseamento teve lugar no tempo do Rei Herodes, o Grande, que, porém, morreu já no ano 4 a.C.. O início da nossa contagem do tempo - a determinação do nascimento de Jesus - remonta ao monge Dionysius Exiguus que claramente errou alguns anos nos seus cálculos. Portanto, temos de fixar a data histórica do nascimento de Jesus alguns anos antes."

Mas isto é alguma novidade para algum católico bem informado?

Já se sabia isto há muito!!!

Que é que isso interessa?

Os cálculos de um monge, o estabelecimento da nossa actual maneira de contar o tempo, nada disso faz parte da doutrina da Igreja. Nunca foi formulado dogmaticamente. E é completamente irrelevante para a nossa fé. O que é importante é que Deus se fez História no meio de nós! Se foi no ano 1 d.C. ou no 4 a.C. é completamente irrelevante. O que importa é que aconteceu! Isso é que é depósito de Fé!

***

Portanto, caro leitor, leia o livro. Não se fique apenas pelo que os jornalistas noticiam... porque, como já provei sobejamente, eles só noticiam falsidades sensacionalistas, preconceituosas e ignorantes.

Leia antes o livro. Como pôde ver, pode aprender muitas coisas interessantes com ele. E nada como ir à fonte para conhecer a Verdade.

2 comentários:

O faroleiro disse...

vê e divulga amigo

http://youtu.be/lI9nw_hdklA

Alma peregrina disse...

Muito obrigado por partilhar, caro faroleiro!

Feliz Natal!