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Ano da Fé

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domingo, 30 de setembro de 2012

CITAÇÃO DO MÊS

"Se acreditares no que gostas dos Evangelhos, e rejeitares o que não gostas, então não é nos Evangelhos que acreditas, mas em ti próprio."

Bispo Sto. Agostinho de Hipona

sábado, 22 de setembro de 2012

A ESPOSA DE JESUS: MAIS UM FOGUETE DE PÓLVORA SECA...



Esqueçamos que o dito papiro só foi escrito no séc. IV d.C. (ao contrário dos Evangelhos, que foram escritos no séc. I... no máximo nos princípios do séc. II).

Esqueçamos que esse papiro foi escrito pelos gnósticos, que gostavam (esses sim!) de deturpar a figura de Jesus para que Ele se encaixasse nos seus misticismos de estimação (ao contrário dos Evangelhos, que foram escritos pelos verdadeiros seguidores de Jesus e que tentam documentar os factos que relatam com o máximo de objectividade e referências possível).

Esqueçamos que o papiro apenas coloca Jesus a referir "a minha esposa", sem especificar quem ela era (até poderia estar a referir-se à Igreja, confirmando a eclesiologia paulina).

Esqueçamos que uns fragmentos isolados de um papiro único não constituem uma prova mais forte do que os imensos escritos ortodoxos (incluindo os Evangelhos) que atestam que Jesus foi celibatário (ou que nunca mencionam a esposa de Jesus, o que não deixa de ser estranho, se ela realmente existiu).

Esqueçamos que existem dúvidas àcerca da autenticidade do papiro (ler aqui).

Esqueçamos tudo isso.

Vamos ver antes as palavras da própria descobridora do papiro:

«"What I'm really quick to say is to cut off people who would say this is proof that Jesus was married because historically speaking, it's much too late to constitute historical evidence," she continued. "I'm not saying he was, I'm not saying he wasn't. I'm saying this doesn't help us with that question
Tirado daqui

"No, this fragment does not provide evidence that Jesus was married. The comparatively late date of this Coptic papyrus (a fourth century CE copy of a gospel probably written in Greek in the second half of the second century) argues against its value as evidence for the life of the historical Jesus. Nor is there any reliable historical evidence to support the claim that he was not married, even though Christian tradition has long held that position. The oldest and most reliable evidence is entirely silent about Jesus's marital status. The first claims that Jesus was not married are attested only in the late second century CE, so if the Gospel of Jesus's Wife was also composed in the second century CE, it does provide evidence, however, that the whole question about Jesus's marital status arose as part of the debates about sexuality and marriage that took place among early Christians at that time."
Tirado daqui
(clicar na Q&A #1)


Portanto, é preciso dizer mais alguma coisa?

Mais uma vez, o sensacionalismo e a desonestidade dos media está à vista de quem quer que goste de acreditar nos factos crus da realidade, em vez de em novelas de ficção de Dan Brown.
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Mais uma vez, temos aqui um foguete de pólvora seca... Muito barulho, muito barulho, mas é tudo apenas fumarada...
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Para quem, ainda assim, desejar acreditar que Jesus Cristo era casado, recomendo a leitura deste post antigo que eu "roubei" da Mar com Canela (agora Filha de Maria).

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MISSÃO DA IGREJA NUM PAÍS EM CRISE

Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, emitida hoje:

"1. O momento socioeconómico que Portugal atravessa está a ser difícil para muitos portugueses. A Igreja é sensível ao sofrimento de todos, particularmente dos mais pobres e dos desempregados, independentemente da fé que professam. A Igreja faz parte da sociedade e, com a visão do homem e da vida que lhe é própria, é chamada a contribuir para o bem das pessoas e da comunidade nacional como um todo. A principal resposta da Igreja para o momento atual tem sido dada pelas suas instituições de solidariedade social, como prática ativa da caridade.
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A Igreja e a comunidade política
2. Quando celebramos 50 anos do início do Concílio Vaticano II, é oportuno recordar o seu ensinamento, tantas vezes confirmado pelo Magistério posterior, sobretudo dos Papas. A Igreja é um Povo, uma comunidade estruturada e organizada, que assume como dever a procura do bem-comum de toda a sociedade. Esse é também o fim da comunidade política. “No campo que lhe é próprio, a comunidade política e a Igreja são independentes e autónomas uma da outra. Mas ambas, embora a títulos diferentes, estão ao serviço da vocação pessoal e social dos mesmos homens” (Gaudium et Spes, nº 76).
Segundo a doutrina do Magistério, a Igreja como comunidade intervém na sociedade a três níveis: os cristãos leigos, guiados pela sua consciência cristã, têm toda a liberdade de participação e intervenção política; as associações da Igreja, com particular relação à hierarquia, devem intervir tendo em conta o diálogo com os seus pastores; os sacerdotes e bispos têm como ministério anunciar o Evangelho e a doutrina da Igreja para todos, de modo que ela possa ser acolhida, nomeadamente no que diz respeito à sua doutrina social.
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A Igreja e o atual momento da sociedade portuguesa
3. A doutrina social da Igreja, que temos sempre o dever de anunciar, ilumina a realidade, interpela a consciência dos intervenientes na coisa pública e sugere atitudes que exprimam valores.
- Prioridade na busca do bem-comum. Esta primazia da busca do bem-comum de toda a sociedade atinge todas as pessoas e todos os corpos sociais. É o caminho para construir uma unidade de objetivos, no respeito das diferenças: governo e oposição, partidos políticos, associações de trabalhadores e de empresários, etc. As diferenças são legítimas, mas a unidade na procura do bem-comum é sempre necessária e indispensável. A superação das legítimas divergências, num alargado consenso nacional, supõe sabedoria e generosidade lúcida.
- Direito ao trabalho. Este não deve ser concebido apenas como forma de manutenção económica, mas como meio de realização humana. O desemprego é, certamente, um dos aspetos mais graves desta crise, o que supõe um equilíbrio convergente de vários elementos: criatividade nas empresas, caminhos ousados no financiamento, diálogo social em que pessoas e grupos decidam dar as mãos, apesar das suas diferenças.
- Estabilidade política. É exigida pela própria natureza da democracia e da responsabilidade dos seus atores, requerendo a busca permanente do maior consenso social e político. Numa democracia adulta, as “crises políticas” deverão ser sempre exceção. Em momentos críticos, podem comprometer soluções e atrasar dinamismos na sua busca. Todos sabemos que, para superar as presentes dificuldades, não existem muitos caminhos de solução. Compete aos políticos escolhê-los, estudá-los e apresentá-los com sabedoria.
- Respeito pela verdade. O discurso público tem de respeitar a verdade do dinamismo das situações e da procura de soluções.
- Generosidade na honestidade. O bem da comunidade nacional exige de todos generosidade para não dar prioridade à busca de interesses particulares e a honestidade para renunciar a caminhos pouco dignos de procura desses interesses. Só com generosidade se pode alcançar um bem maior.
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Renovação cultural
4. Esperamos que a presente situação faça avançar a verdadeira compreensão sobre alguns elementos decisivos do mundo económico-financeiro em que estamos inseridos:
- Os sistemas económico-financeiros. Portugal, membro da União Europeia e da Zona Euro, está inserido no quadro das economias liberais, vulgarmente designadas de capitalismo. A Igreja sempre defendeu, entre as expressões da liberdade, a liberdade económica, desde que as suas concretizações se submetam aos objetivos do bem-comum. Os próprios lucros das pessoas, das empresas e dos grupos devem orientar-se para o bem-comum de toda a sociedade.
- O equilíbrio entre finanças e economia. O Papa Bento XVI concretizou o pensamento da Igreja, salientando que as finanças devem ser um instrumento que tenha em vista a melhor produção de riqueza e o desenvolvimento. Importa que a economia e as finanças se pratiquem de modo ético a fim de criar as condições adequadas para o desenvolvimento da pessoa e dos povos.
- Os mercados. Sujeitos a uma dimensão ética de serviço à humanidade, os mercados não podem separar-se do dinamismo económico, transformando-se em fontes autónomas de lucro que não reverte, necessariamente, para o bem-comum da sociedade.
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A superação da crise supõe uma renovação cultural. A Igreja quer contribuir para esta renovação com os valores que lhe são próprios: a dignidade da pessoa humana, a solidariedade como vitória sobre os diversos egoísmos, a equidade nas soluções e na distribuição dos sacrifícios, atendendo aos mais desfavorecidos, a verdade nas afirmações e análises, a coragem para aceitar que momentos difíceis podem ser a semente de novas etapas de convivência e de sentido coletivo da vida. Nós, os crentes, contamos para isso com a força de Deus e a proteção de Nossa Senhora."
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Fátima, 17 de setembro de 2012
 
Tirado daqui

domingo, 16 de setembro de 2012

A PROPÓSITO DA TSU

O Governo actual continua a acreditar nos dogmas da sua ideologia, segundo o qual quanto mais folga económica dermos aos empregadores, maior competitividade teremos, mais investidores atrairemos e, a longo prazo, mais empregos criaremos. Esta seria a receita para sair da actual crise económica.

Só que não é assim. E é por isso que as medidas actuais só poderiam culminar em desastre. Como, aliás, toda e qualquer política que privilegie quem menos necessita à custa de quem mais necessita. Como, aliás, toda e qualquer política que pretenda obter ganhos à custa da desumanização do Trabalho e da exploração dos que ganham o Pão-Nosso de cada dia com o suor do seu rosto.

Por isso, sugiro o visionamento do vídeo infra.



 

OLHA, LEMBROU-SE!


O Dr. Paulo Portas fez hoje um discurso, tentando "sacudir a água do capote", ou seja, ver se conseguia escapar com o seu prestígio político ileso às manifestações que varreram o país.

Nada de novo. Está de acordo com a personagem. Politiquice no seu melhor.

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Mas aquilo que me preocupou foi o facto de ele ter dito qualquer coisa do género: "E não nos podemos esquecer que somos democratas cristãos e temos um compromisso para com os mais pobres".

Desculpe?!

Sois democratas-cristãos?

Desde quando?

Quais foram as medidas democratas-cristãs do CDS-PP desde que chegou ao Governo?

Pelo contrário, tenho visto um constante silenciamento da ala democrata-cristã em detrimento da ala capitalista! Sempre que a ala democrata-cristã se ergueu para fazer ouvir a sua voz, era-lhe dito que não era o momento, que se deviam calar a bem da "estabilidade governativa"... quando não foi tratada ainda pior, a um nível verdadeiramente socialista ateu.

Agora que os centristas estão com nome na lama, a ver se se salvam da contestação maciça nas ruas, lembraram-se que são democratas-cristãos?

Nada disso, meus amigos!
Não sois democratas-cristãos!
Sois capitalistas!
Sois neoliberais!
Sois "direitistas"!
Assumi-vos como tal nos momentos maus, já que não souberam assumir-se como democratas-cristãos nos momentos bons!

Que eu não quero que, depois, venham aí os socialistas, os pro-choice e os ateus, dizer que os Católicos apoiam ideologias contrárias à solidariedade que Jesus Cristo pregou... Não quero que eles me venham acusar (e bem!) de ser católico apenas para as crianças que ainda não nasceram.

Porque é esse o mau nome que o Sr. Doutor Paulo Portas dá aos democratas-cristãos, quando se assume como tal e, no mesmo discurso, diz que se devem fazer cortes na Educação, na Saúde e nas prestações sociais.
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Eu, católico por convicção, fiel à totalidade da doutrina pregada pelo Magistério da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica... declaro aqui o meu veemente repúdio ao discurso do Doutor Paulo Portas e a todos os actos praticados por ele e pelo seu partido no actual Governo.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012