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terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

PARABÉNS, BLOG!!!

Hoje, dia da Imaculada Conceição, este blog faz precisamente 1 ano. Foram 365 dias, 143 posts, 3630 visitas e algumas horas de dedicação eheheh... mas acho que valeu a pena. Apesar de, na maior parte das vezes, não ter o número de comentários que gostaria ter, a verdade é que acho que o meu blog teve um certo sucesso (quanto mais não seja, a nível pessoal). Por isso, além de festejar esse grande dom de Deus que foi a Virgem Imaculada, cooperadora na nossa Salvação, filha do Pai, mãe do Filho, esposa do Espírito Santo, nossa intercessora contra o Mal... tenho mais um motivo para festejar este dia. TRAGAM O BOLO!!!

Vamos todos juntos assoprar a velinha, desejando mais um ano de evangelização que, Deus permita, possa contribuir para a construção cristã de uma Cultura de Vida e de Liberdade.

Fffffffffffuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

Aproveito para renovar os votos que fiz há precisamente um ano... e também para renovar a consagração deste blog à Virgem Sta. Maria, Imaculada Conceição, bem como aos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. Além disso, faço uma nova consagração deste blog, desta feita ao Arcanjo S. Gabriel e a S. Cristovão, santos da minha devoção, para que eu possa, como eles, anunciar a Boa Nova e levar Cristo a quem d'Ele necessitar.
















A TODOS OS MEUS LEITORES E COMENTADORES, UM MUITO OBRIGADO!!!

A CRUZ DOS MINARETES

Aqui há tempos, os suiços votaram em referendo uma alteração constitucional que visa proibir a construção de minaretes (ou seja, as torres das mesquitas que assinalam os momentos de oração dos muçulmanos e os convocam para as suas cerimónias religiosas). Contra todas as previsões, essa proibição ganhou o referendo com 57% dos votos.

Em relação a este assunto tenho duas achegas a dar...

Em primeiro lugar, compreendo a atitude dos partidários da proibição. De facto, o Islamismo tem vindo a crescer na nossa população europeia, quer por via migratória, quer por via demográfica. Os suiços temem a perda da sua identidade religiosa, nacional e étnica perante um assoberbamento muçulmano da sua população. E, sobretudo, temem a imposição da Lei Sharia no seu código legal comum, a fim de agradar a uma minoria (o que já começa a suceder em certas partes do Reino Unido, por exemplo).

Compreendo, sobretudo, porque conheço alguns aspectos da teologia islâmica e sei que ela é propensa a certos impulsos violentos e bélicos.

Deste modo, pouco após o seu nascimento, o Islão expandiu-se pela conquista, tendo formado um Império que abarcou todo o Médio Oriente, o Norte de África, a Península Ibérica, a Turquia, os Balcãs e partes consideráveis da Europa e do sub-continente Indiano.
Desde então, os países sob a Lei Sharia têm tido picos de intolerância religiosa, com perseguições de várias ordens. Ainda hoje, há países cuja religião oficial é a islâmica, nos quais 1) é proibida a prática do ateísmo e do paganismo, 2) nos quais os judeus e cristãos apenas podem praticar a sua religião se pagarem um imposto especial (constituindo uma classe marginalizada denominada "dhimmis"), 3) nos quais a construção ou restauração de templos de outras religiões é estritamente vedada e 4) nos quais um muçulmano não pode converter-se a outra religião sem incorrer na pena de morte.
Ainda na época moderna, é frequente ver os muçulmanos em guerra com a grande maioria das religiões mundiais (contra os cristãos dos E.U.A. e Europa no Afeganistão, contra os judeus em Israel, contra os hindus em Caxemira, contra os budistas na Tailândia, contra os ateus na U.R.S.S. e mesmo uns contra os outros como, por exemplo, entre as facções sunita e xiita no Iraque).
E não nos podemos esquecer de que os principais responsáveis da maioria dos atentados terroristas actuais (incluindo o 11 de Setembro em Nova York, o 11 de Maio em Madrid e o 7 de Julho em Londres) fazem-no em nome da sua religião muçulmana.

Portanto, esta islamofobia é um medo que surge como uma reacção natural aos vários acontecimentos históricos que se desenrolaram a nível mundial. Todavia, o facto de este ser um medo natural, não o torna um medo legítimo.


Todos conhecem a Suíça como um exemplo de tolerância. Trata-se de um país que conseguiu manter a neutralidade diante de várias guerras que varreram a Europa (tendo até conseguido ganhos económicos consideráveis com essa neutralidade). No entanto, eu, nos meus escassos anos de vida, já tive ocasião de perceber que não há pessoas mais intolerantes do que aquelas que vendem gratuitamente uma imagem de "tolerância". Isso aplica-se aos modernistas, mas também se pode aplicar aos suiços. E a prova está precisamente no resultado deste referendo dos minaretes (que, se não me engano, é o primeiro desta ordem na Europa a dar prosseguimento a uma limitação objectiva da liberdade religiosa dos muçulmanos).

Se formos a ver a própria história da Suiça, vemos um país fundado na intolerância religiosa. A Suiça, como hoje a conhecemos, foi criada por Calvino, um reformador protestante que criou em Genebra uma comunidade com as suas próprias leis subordinadas à sua teologia. Uma comunidade que, assim, passou a estar ghettizada numa espécie de isolacionismo europeu que "convidava a sair" todos os que não se identificassem com a recém-adquirida identidade nacional. Não houve, em toda a história da Reforma Protestante, maior perseguição aos católicos do que na Genebra de Calvino. Além disso, não foram só os católicos. Segundo uma associação judaica, há um século, os suiços proibiram por via referendária o ritual judaico de matar animais, a fim de persuadi-los a afastarem-se do país.

E é claro que não nos podemos esquecer que estes argumentos usados contra os muçulmanos podem muito bem ser usados contra nós, católicos, pela crescente onda laicista que vem varrendo a Europa (vide a recente proibição dos crucifixos na escola pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos).

Ora, se os muçulmanos consideram a presença de um minarete como fundamental para o seu exercício religioso, eu não me oponho. Na verdade, oponho-me a qualquer oposição a esse direito fundamental que é o direito à liberdade religiosa. Esse é um Direito Humano e que, como tal, é inalienável, mesmo perante uma maioria popular democrática.

Em última análise, não me posso esquecer de um poema do Pastor Martin Niemöller, um protestante que viveu na Alemanha nazi:


"Na Alemanha eles prenderam primeiro os comunistas
e eu não os defendi porque não era comunista.
Depois, eles prenderam os sindicalistas
e eu não os defendi, porque não era sindicalista.
Depois, eles prenderam os judeus
e eu não os defendi, porque era cristão.
Depois, eles prenderam os católicos
e eu não os defendi, porque era protestante.
Depois, eles vieram prender-me
e já não restava ninguém que me pudesse defender..."

TENHAM VERGONHA!!!

Quando o Presidente Cavaco Silva vetou a Lei do Divórcio, afirmando que uma tal lei serviria apenas para aumentar a conflituosidade e para desproteger os mais vulneráveis, não faltaram "progressistas" a apontar-lhe o dedo, afirmando que o Sr. Presidente desconhecia as realidades do país. Típico! Mas um observador atento e neutro notará que geralmente são os chamados "progressistas" que são oriundos de uma elite intelectual com pouco contacto com as realidades do país, que legislam do alto das suas torres de marfim ideológicas e teóricas acerca de assuntos e iniciativas que nunca seriam gerados por iniciativa popular espontânea. Diziam esses "progressistas" que a Lei do Divórcio era fundamental para evitar conflituosidades em casamentos que já estavam condenados a priori, simplificando um processo penoso...


Agora, passado um ano, parece que o objectivo dos "progressistas" fracassou rotundamente. O processo do divórcio não foi simplificado, antes pelo contrário tornou-se mais contensioso. Veja-se aqui e aqui. Na verdade, no Expresso deste Domingo era relatado até um caso que me chocou: um homem que, tendo fugido para Inglaterra para viver com uma amante, tentou usar esta lei injusta para impôr o divórcio à sua legítima mulher (confirmando assim os receios do Sr. Presidente Cavaco Silva). Ora, a esposa usou os subterfúgios da nova lei para criar novos obstáculos, exigindo uma indemnização... e fez muito bem!


Os "progressistas" estão constantemente a apontar os dedos aos católicos, afirmando que nós somos uns reaccionários incapazes de evoluir perante as transformações sociais (transformações essas que, recorde-se, são geradas pelos próprios "progressistas") e que somos incapazes de compreender o género humano. Todavia, não somos nós que ignoramos factos simplicíssimos acerca da natureza humana e do seu funcionamento.


Nós sabemos muito bem que o Homem é um ser caído, maculado pelo Pecado Original. Ou seja, temos uma atracção para practicar o Mal, embora desejemos o Bem. Portanto, o Homem criou uma série de mecanismos que visam ajudá-lo a ultrapassar esta tendência natural para o egoísmo, permitindo-lhe viver em sociedade. Um desses mecanismos é precisamente, o contrato. O contrato, contraído livremente, tem como objectivo vincular definitivamente duas vontades entre si, com benefícios mútuos que não podem ser cessados sem o consenso de todas as partes.


Ora, é portanto óbvio que permitir que um contrato seja cessado unilateralmente irá produzir situações de injustiça... e, em última análise, irá tornar inútil a própria existência do contrato.


Este erro é tanto mais gritante, quando se aplica a um contrato institucionalizado pelo próprio Estado que legisla no sentido da sua irrelevância. E mais gravoso ainda quando esse contrato é o garante do qual toda a sociedade depende para o seu rejuvenescimento. Refiro-me, é claro, ao Casamento.


A função do Estado não é tornar um contrato institucionalizado o mais facilmente dissolúvel, ao sabor das mais efémeras paixões dos contraentes. Se o Estado institucionaliza esse contrato, deve dignificá-lo, buscando que seja um contrato sério contraído por pessoas com vontade de o fazer vingar. E, se houver ruptura de um tal contrato, deve atribuir a culpa onde a culpa é devida, para que o(s) responsável(eis) por essa ruptura não possa(m) ser beneficiado(s).


Tudo isto sabem os católicos e os "progressistas" ignoram (ou fingem ignorar). Tal como ignoram que manter este curso de acção irá também perpetuar a actual crise económica a longo prazo. Com esta Lei do Divórcio, o Sr. Primeiro Ministro continua a gerar pobreza para lá da sua geração e continua a hipotecar a nossa já tão frágil Segurança Social.

Perante isto, o que diz a bancada socialista? Que é necessário mudar alguns aspectos da Lei, mas que o essencial se mantém! Não aprenderam nada?! Quando vão assumir os vossos erros?! Tenham vergonha!!!

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

SUGESTÕES NATALÍCIAS

O Natal não é só consumo... é também uma época do ano de reflexão sobre o verdadeiro significado da Solidariedade e da Fraternidade. E de uma prática em conformidade com essa reflexão. Aliás, há por aí muitas iniciativas meritórias precisamente com esse objectivo. Assim, sugiro que, sem abandonar a bela tradição de oferecer presentes aos nossos entes queridos, abandonemos ainda assim o consumismo e ofereçamos um presente que realmente valha a pena.

Além disso, os presentes não se restringem apenas a coisas materiais. Uma palavra contra a corrente também pode ser um presente com um grande significado. Sobretudo se fôr uma palavra dita em prol daqueles mais pequenos a quem ninguém dá voz. Como disse o Mestre: "Tudo o que fizestes a estes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim que o fizestes" (Mt 25:40). Deste modo, aproveitemos esta época privilegiada para reflectirmos seriamente nisto:



Claro que não nos podemos também esquecer que a cada segundo que passa morre também uma criança vítima de um abortamento provocado (e tantas outras sofrem por causa da destruição da célula familiar à mercê de certas ideologias sem consciência nem escrúpulos).
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Unamos a nossa voz e manifestemos a nossa revolta a favor destes mais pequeninos. Quem achar estas situações intoleráveis pode assinar a petição da FAO, a Manhattan Declaration e a Declaração de Zaragoza (cujos links deixarei também na barra lateral do meu blog).


Finalmente, não nos podemos esquecer daquilo que torna esta época verdadeiramente especial. É Natal, a festa em que celebramos a presença de Jesus Cristo no meio de nós. Já basta de desvirtuarmos o significado desta festa (o mesmo significado que nos traz a Solidariedade e Fraternidade que são causa deste post) com símbolos de materialismo consumista e hedonista. Não tenhamos vergonha das raízes cristãs deste feriado! Para quê ter um Pai Natal alpinista ou uma Árvore de Natal a adornar-nos a fachada da casa, quando podemos ter um Menino Jesus?

São apenas algumas sugestões que achei por bem trazer à vossa consideração!
:)


Bom Advento!

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

CITAÇÃO DO MÊS

"A Esperança é um estado do espírito, não do mundo. A Esperança, no seu sentido mais profundo e poderoso, não é a alegria de que as coisas corram bem, ou a disposição de investir em obras que se dirigem para o sucesso... é, outrossim, a capacidade de trabalhar em prol de algo só porque é bom."
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Vaclav Havel

PARA QUE NUNCA ME ESQUEÇA, POR MUITO QUE CUSTE...

"Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra."

Tirada daqui.

UM VERDADEIRO EXERCÍCIO DE TEOLOGIA

Depois de toda a controvérsia que o escritor Saramago levantou com a sua interpretação literalista e fundamentalista da Bíblia, é bom ver um verdadeiro exercício de Teologia que procura, de facto e sem preconceitos, o real sentido da estória de Caim e Abel.

Tirado daqui.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

#24 - SACRAMENTOS

Em Teologia, um "sacramento" é algo que torna visível o invisível. No entanto, quando se fala em sacramentos, geralmente referimo-nos aos 7 Sacramentos (com "S" maiúsculo). Estes tornam visível a Graça de Deus, isto é, a força divina que nos ajuda a aproximarmo-nos d'Ele, a perseverarmos na Fé e a renunciarmos ao pecado. Os 7 Sacramentos são, sem sombra de dúvida, a coisa mais sagrada da Igreja Católica e constituem um tesouro cultural de inestimável valor para os católicos. Também ritualizam as diversas fases da vida do cristão, ajudando a imprimir um cunho cristão à sua existência.

Os 7 Sacramentos dividem-se em Sacramentos de Iniciação (Baptismo, Confirmação e Eucaristia), da Cura (Reconciliação e Unção dos Enfermos) e da Comunhão e Missão (Matrimónio e Ordem).
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O Baptismo consiste na imersão, efusão ou aspersão de água sobre o baptizando, retirando a marca do Pecado Original e permitindo a entrada do baptizando na Igreja, o Corpo Místico de Cristo.

A Confirmação (ou Crisma) é o sacramento em que o cristão reafirma a sua Fé e renova as suas promessas baptismais, sendo ungido por um Bispo com um óleo abençoado na Quinta-Feira Santa e recebendo os 7 dons do Espírito Santo.

A Eucaristia é o Sacramento mais importante, porque todos os demais estão ordenados para ela. Durante a consagração, a hóstia e o vinho são transformados no Corpo e Sangue de Cristo, tornando-se presente mais uma vez o Seu sacrifício redentor na Cruz. Durante a comunhão, os fiéis em estado de graça recebem o Corpo de Cristo, o que reforça os seus laços com Corpo Místico de Cristo. A Eucaristia é o que une toda a Igreja e Deus.

A Reconciliação (ou Penitência) consiste na confissão dos pecados pelo fiel a um sacerdote que o absolve da culpa e aplica uma penitência apropriada. Só através deste Sacramento é possível ao fiel que tenha cometido um pecado mortal reentrar no estado da graça que lhe permita receber a Eucaristia.

A Unção do Enfermo consiste na unção de um doente por um sacerdote, para que estimular a sua cura mediante a Fé e para que o enfermo receba o perdão dos seus pecados. Ao contrário do que popularmente se julga, não é só aplicável aos moribundos, mas a qualquer pessoa com uma doença grave.

O Matrimónio consiste no estabelecimento e a santificação de um laço indissolúvel entre homem e uma mulher, com o consequente nascimento de uma nova família cristã.

A Ordem é o sacramento mediante o qual um sacerdote recebe a autoridade para exercer o múnus eclesiástico.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

A ESPERANÇA DE LÁ CHEGAR...

Aproxima-se o tempo do Advento, ou seja as quatro semanas que antecedem o Natal. Esta palavra provem do latim Adventus que significa "chegada"... não só a chegada de Cristo ao nosso Mundo, mas também a nossa chegada à Sua chegada.


Confusos? Não se tivermos em conta o espírito que deve pautar esta época do calendário litúrgico. É um tempo de espera, de espera do Natal, de espera da chegada de Jesus... e um tempo de penitência.


Penitência. O verdadeiro tabu da nossa mentalidade actual. Um fantasma que a nossa sociedade procura exorcizar a todo o custo. A secularização progressiva dos nossos valores colectivos fez com que os ocidentais (incluindo os católicos portugueses) desenvolvessem uma concepção consumista, materialista e hedonista da realidade. Deste modo, todas as nossas necessidades e impulsos devem ser imediatamente supridos e gratificados, com o mínimo de esforço ou de sofrimento.


Isto, claro está, reflectiu-se na forma como as pessoas vêem a religião. Já não tanto como uma busca honesta da Verdade ou um caminho de auto-aperfeiçoamento... mas como algo que nos deve fazer "sentir bem", que nos deve colocar em harmonia com as "energias positivas do Universo". É por isso que há tantos católicos profundamente frustrados com a Igreja Católica e com a sua atitude "retrógrada" em relação à penitência. A penitência seria um medievalismo obscurantista, gerado por monges sádicos e ressabiados que se auto-flagelavam para satisfazer um qualquer desvio psicológico e que seria incompatível com o Deus do Amor (porque, claro está, se Deus nos ama, então Ele não pode exigir-me nada de difícil nem pregar uma doutrina com a qual eu não concordo).


Deste modo, o calendário dos católicos foi profundamente alterado para acomodar esta nova perspectiva. Raramente se ouve falar na Quaresma (o tempo penitencial por excelência), mas toda a gente comemora o Carnaval e a Páscoa (as duas festividades que envolvem a Quaresma). De igual modo, a época penitencial do Advento foi substituída por uma festividade... a festividade do Natal. Por outro lado, a festividade do Natal (de 25 de Dezembro a 6 de Janeiro) foi substituída pela festividade não-religiosa do Ano Novo.


E esta nova (pseudo)festividade do Advento é o maior expoente do consumismo, materialismo e hedonismo desta cultura em que vivemos. Por isso, a nossa sociedade tem vindo a tentar prolongar cada vez mais esta festividade, antecipando-a cada vez mais. Se não fosse o facto de o Dia de Todos os Santos (ahem, peço desculpa, o Halloween) estar aí a tamponá-lo, de certeza que o início do Advento seria colocado perto do fim do Verão.





Mas será que devemos redescobrir o significado cristão do Advento? Porque não continuar com este Advento secular muito mais agradável? A penitência será assim tão boa? Será assim tão necessária?

Bem, para esclarecer isso, é preciso lembrar que o Advento é um tempo de esperança. Que é como quem diz, um tempo de espera. O povo judaico (e, em boa verdade, toda a Humanidade) esperou milénios até que Deus o viesse resgatar da escravidão dos seus próprios pecados. Teve que fazer um longo e tortuoso caminho, cheio de erros e ziguezagues. O seu Advento foi muito maior do que o nosso...

Se o Advento é um tempo de espera, então essa espera pode ser vivida de dois modos: passivamente ou activamente. Uma espera passiva é a simples espera de que Deus venha e ponha tudo em ordem. Em boa verdade, essa é a perspectiva mais comum entre os cristãos dos dias de hoje. Deus há-de vir para nos levar a todos para o Céu porque Deus nos ama. Não é preciso mudarmos a nossa forma de ser nem o nosso estilo de vida. Esperemos por Deus e pela Sua misericórdia.

Mas há um tipo de espera activa, um tipo de espera que procura tornar-se digno de receber Cristo. Um pouco como uma pessoa que limpa a sua casa para receber um convidado importante. A penitência não é mais do que isso... tentarmos purificar a nossa alma de todas as suas máculas e erros para que possamos ajudar Jesus a entrar em nós. Que melhor forma de O receber? Que melhor forma de O ajudar a vir ao Mundo? Que melhor forma de "chegar a" Ele ou de Ele chegar a nós?

Se não há hipótese de melhorar o Mundo, então como pode haver esperança? Mas não há hipótese de melhorar o Mundo se não começarmos connosco próprios! Sem penitência não há esperança!

Aproveitemos esta época privilegiada para fazermos uma profunda reflexão sobre a importância da vinda de Jesus Cristo ao Mundo... e a forma como devemos esperar essa vinda. Uma boa forma seria voltar a trazer a presença de Cristo ao próprio Advento. Só assim a nossa própria vida se poderá tornar um Advento de Cristo.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

#23 - ARQUIBASÍLICA DE S. PEDRO DO VATICANO



A maior das quatro arquibasílicas, é considerada o centro simbólico do Catolicismo. Terá sido construída no local onde se encontra sepultado S. Pedro Apóstolo, o primeiro papa. Como consequência, 91 outros papas encontram-se aí enterrados, incluindo o último papa falecido, o Papa João Paulo II.


A basílica antiga foi construída sob a ordem do Imperador Constantino I, mas o novo edifício foi iniciado no séc. XVI, quando a Sé Apostólica foi transferida de Latrão para o Vaticano. Esta basílica demorou 120 anos a ser construída e é o maior edifício religioso da Cristandade (138 m de altura e 220 m de comprimento). Aqui encontram-se várias obras dos mais conceituados artistas, nomeadamente a famosa Pietá de Michelangello.
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Outras relíquias que se pensam estar aqui guardadas são a Santa Cruz, a Lança de Longinus, o Pano de Sta. Verónica e a Cruz de Sto. André.
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