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Ano da Fé

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Domingo, 19 de Maio de 2013

PARABÉNS IGREJA!

Hoje, além de celebrar mais um aniversário, a Igreja tem mais um motivo para festejar. Particularmente a Igreja portuguesa!



D. Manuel Clemente vai ser o próximo Cardeal-Patriarca!

Saúdo a excelente decisão da Conferência Episcopal Portuguesa e do Papa Francisco! É um homem culto e afável, já experiente na arte da comunicação. Um homem simpático e pastoral, capaz de despertar empatia nas pessoas. Um homem que, tanto quanto eu sei, é doutrinalmente ortodoxo.

Rezo, neste dia de Pentecostes, que o novo Patriarca possa ser veículo do Espírito Santo para este país tão precisado do Seu sopro.

Entretanto, algumas curiosidades sobre os privilégios do Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Terça-feira, 30 de Abril de 2013

O PAPA EMÉRITO

regressa amanhã ao Vaticano!

É apropriado que este grande trabalhador da messe do Senhor possa regressar precisamente no dia do Trabalhador, para continuar a trabalhar (embora de forma diferente) pela salvação dos fiéis! Graças a Deus! Que este Joseph (tão José como o santo carpinteiro) possa ainda trabalhar muito na oficina do Senhor, ajudando o Papa Francisco com as suas orações!

Domingo, 21 de Abril de 2013

CITAÇÃO DO MÊS

"Não pode haver santidade onde há desacordo com o Papa"

Papa S. Pio X
in Discorso al Sacerdoti dell'Unione Apostolica in ocasione del cinquantesimo anniversario della fondazione
 
 

Domingo, 14 de Abril de 2013

O PAPA E OS TRADICIONALISTAS




Não costumo publicar vídeos do Michael Voris, mas este aqui está muito certo. E, como este apologeta é muito considerado entre os tradicionalistas, talvez mereça ser escutado de uma forma que eu jamais seria.
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O Papa é outro, o Papa é diferente... quiçá o Papa até possa cometer alguns erros (em matérias litúrgicas, mas nunca em doutrina). É um papa que tomou votos que o anterior nunca tomou.
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Mas o Papa merece respeito e a Igreja não precisa de (mais) sabotagens internas. Não se justifica a retórica incendiada e insultuosa com que muitos tradicionalistas têm invectivado o Santo Padre. Quem não gosta dele, tem ao menos que o respeitar (tal como se respeita um pai, com o qual nem sempre concordamos). Quem não gosta dele, tem ao menos que exercer de caridade para com ele (porque ele é um filho de Deus, amado por Ele). E quem não gosta dele, tem ao menos que zelar pelas suas próprias palavras, não vão elas constituir pedra de tropeço para a conversão de outrém ("Ah! Afinal sempre se podia discordar do Papa! Eles diziam que não era possível porque gostavam do outro e tal!").

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

ORAÇÕES PELO NOSSO PAPA EMÉRITO



Segundo um jornal espanhol, ele não se tem andado a sentir muito bem.




Esperemos que não seja verdade. Todavia, ele já estava muito frágil naquele vídeo que o mostrava junto do Papa Francisco.

No entanto, peço aos meus leitores orações pela sua saúde e conforto. Foi um excelente papa. E um grande homem.

Faço ainda um último apelo de arrependimento àqueles que o insultaram quando ele renunciou, acusando-o de irresponsabilidade. E àqueles que alimentaram especulações vãs sobre a sua renúncia, ligando-a a todo o tipo de conspirações, em vez de acreditarem nas próprias palavras de Bento XVI. Ele preparou uma transição segura e sem acidentes, legitimando o seu sucessor ainda em vida... devemos respeitar o seu sacrifício, a sua escolha, a sua lealdade para connosco, a Igreja.

Adenda: O porta-voz do Vaticano desmentiu a notícia supra. De qualquer das formas, que o estado de saúde do Papa se degradou é algo que é, de facto, visível... e que, de acordo com as suas próprias palavras, se encontra como motivo fundamental para a sua renúncia. Portanto, o pedido de oração mantém-se... bem como o apelo ao arrependimento.

Sábado, 6 de Abril de 2013

O MISTERIOSO CASO DO SEPULCRO VAZIO

Hércule Poirot alisou o bigode e fez cara de caso e, valha a redundância, o caso não era para menos. Sentados à sua volta estavam, entre outros, os melhores detectives de todos os tempos: Sherlock Holmes, na companhia do indefectível Dr. Watson, Miss Marple, Arsène Lupin e ainda – pasme-se! – o Padre Brown. Poirot levantou-se, pigarreou e disse:



- Madame, messieurs. Estamos aqui para resolver o maior enigma da história da humanidade. O único caso que nenhum detective, até hoje, conseguiu resolver pela razão e que só as célulazinhas cinzentas de todos nós poderão solucionar: o misterioso caso do sepulcro vazio!



Feita esta introdução, naquele tom cerimonioso e um pouco pedante que era próprio do detective belga, o inspector Japp deu a conhecer o caso: um homem, de pouco mais de trinta anos, fora morto e sepultado, tendo sido depois colocados guardas à entrada do sepulcro. Ao terceiro dia, sem que ninguém tivesse violado a sepultura, o corpo desaparecera misteriosamente.



Sherlock Holmes, que não se separava nunca da sua lupa, garantiu aos presentes que ninguém tinha entrado no sepulcro, durante o tempo decorrido entre a morte e o desaparecimento do cadáver, porque não havia quaisquer pegadas. O Dr. Watson, por sua vez, asseverou que a certidão de óbito era clara e conclusiva quanto à morte, provocada por colapso cardíaco fulminante, depois de longa agonia.



Teria o corpo sido roubado pelos familiares ou amigos do defunto? – alvitrou Arsène Lupin. Mas a hipótese não tinha cabimento, uma vez que foram eles próprios que descobriram a sua ausência. Outros seus amigos estavam tão confiantes de que lá estava o cadáver, que tinham regressado à sua terra de origem, supondo tudo definitivamente acabado. Mesmo que alguns quisessem roubar o corpo, não teriam podido faze-lo, dada a existência de guardas armados, impedindo o acesso.



E se tivessem sido os próprios soldados a retirar o corpo? Arriscavam a própria vida e não ganhavam nada com isso – acrescentou o Capitão Hastings, o fiel colaborador de Poirot. Aliás, foram os próprios guardas que, para não serem responsabilizados pelo desaparecimento, puseram a correr o rumor de que, enquanto dormiam, tinham sido os amigos do morto que tinham roubado o cadáver. O que, como é óbvio, não podiam saber se, efectivamente, estavam a dormir!



- Elementar, meu caro Hastings! – disse Sherlock Holmes.



- E a senhora, Miss Marple, que tem a dizer? – perguntou Hércule Poirot.



- Bem, há um aspecto que ainda não foi referido mas que não escapou à minha intuição feminina. No sepulcro, depois de desaparecido o cadáver, encontrou-se no chão a mortalha, que estava vazia, por assim dizer. Parecia como se o corpo dela se tivesse libertado, sem que ninguém o tivesse tirado de lá! Estranho, não é?!



- Sem dúvida! A propósito do sudário – acrescentou Poirot – é curioso que nele tenha ficado gravada uma imagem, apenas esboçada, da vítima.



- Não foi pintada – acrescentou Japp – mas impressa, como se um objecto incandescente tivesse atravessado o pano. Dir-se-ia uma explosão de luz e de energia extraordinária …



No canto da sala, o Padre Brown parecia alheado da discussão. Desgranara já as contas do rosário, que levava sempre no bolso da sotaina puída. A bem dizer, não sabia porque estava ali, entre os maiores detectives mundiais, ele que era apenas um pobre pároco de aldeia. Passara nesse dia várias horas a confessar e, por isso, estava cansado. Distraidamente abriu o velho breviário, recheado de pagelas, e leu, como que num murmúrio: «Porque procurais entre os mortos Aquele que está vivo?» (Lc 24, 5). E um raio de alegria e de esperança iluminou o mundo. Santa Páscoa!
 
De Padre Gonçalo Portocarrero Almeida
in jornal i

Domingo, 31 de Março de 2013

Domingo, 24 de Março de 2013

COMEÇOU CEDO...

O Papa Francisco, mercê da sua postura humilde, ainda não recebeu o mesmo tratamento pelos nossos gurus da (des)informação que o desafortunado Papa Emérito Bento XVI. Isto acontece porque, com as suas atitudes enternecedoras e desapegadas, o Papa Francisco refuta com o seu exemplo o velho argumento "Ai e tal, e a riqueza do Vaticano" que os anticlericais gostam de lançar no ar sempre que querem dizer à Igreja "Não sei como refutar o que dizes, portanto cala-te!". Os media sabem isso e sabem que não podem atacar o Papa Francisco da mesma maneira, ou estariam a dar um tiro nos pés.

No entanto, este Estado de Graça mediático é muito frágil, uma vez que o Papa Francisco é, de resto, ortodoxo (nomeadamente nas questões sexuais). Coisa que os media abominam, como é bem sabido (e como eles não se coibiram de dizer logo após a eleição com os seus comentários "muito boa escolha, mas...").

Por isso, é natural que os media já tenham tentado o seu beijo de Judas, lançando no ar a acusação de que o Papa Francisco tinha sido cúmplice com uma ditadura argentina, nomeadamente no rapto de 2 padres.

Nada a que não estejamos habituados. Afinal de contas, logo após a eleição de Bento XVI surgiu o libelo de que ele tinha sido nazi na sua juventude. Isto apesar de ele, quando recrutado à força, ter desertado com risco da sua vida. Apesar de ele ter visto o seu irmãozinho deficiente a ser "eutanasiado" pelas tropas alemãs. Apesar de todos os jovens serem obrigados por lei, naquela altura, a pertencer à Juventude Hitleriana. Apesar de Bento XVI ter feito, durante o seu pontificado, várias intervenções antinazis (incluindo uma visita a Auschwitz).

Não importou. Bento XVI ficou indelevelmente marcado com a etiqueta "nazi", que uma vez mais os anticlericais gostavam de lançar sempre que queriam dizer: "Não sei como refutar o que dizes, portanto cala-te!"

Ora, felizmente, esta difamação do Papa Francisco não teve muitas pernas para andar. Porque já tinha sido refutada quando ele ainda era Cardeal Bergoglio. Foi uma mentira lançada por um jornalista esquerdista chamado Horacio Verbitzky e foi imediatamente rebatida com uma chamada à secção argentina da Amnistia Internacional, que negou o envolvimento do cardeal nesse evento abominável.

Na verdade, o Cardeal Bergoglio, longe de abandonar os padres foi enfiar-se na boca do lobo para os salvar. Pediu a um padre que celebrava a Eucaristia de forma privada ao líder da junta militar para dizer-se doente. Depois foi substituí-lo, para poder falar ao general e interceder junto dele pelos 2 padres.

Para terminar, eis que vem a público um dos padres raptados e que, alegadamente, tinha sido abandonado por Bergoglio. Ele próprio afirma que a dita cumplicidade de Bergoglio nesse episódio é mentira.

É claro que, se fosse outra pessoa (que não os media) a tecer este tipo de considerações sobre outra pessoa (que não o Papa) haveria lugar para um pedido de desculpas... e até para litígio. Mas não será assim. E como os media podem dizer o que querem impunemente (só os outros é que espalham "desinformação"), já vieram defender-se dizendo que, embora o Cardeal Bergoglio não tenha sido cúmplice da junta militar... não foi um opositor suficientemente forte.

E agora deixamos a fase "Bento XVI" da difamação e entramos na fase "Pio XII". Se o Papa não foi, afinal cúmplice de uma ditadura que reprimia brutalmente os dissidentes, então foi culpado de não ser reprimido brutalmente. Este blog tem um excelente texto a explicar por que motivo essa lógica é cobarde e errada.

Ou seja, mais uma vez, os media mentiram. O pontificado do Papa Francisco não vai ser fácil, simplesmente as hostilidades vão estar mascaradas sob um véu agridoce de hipocrisia passivo-agressiva.