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Ano da Fé

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sábado, 20 de agosto de 2011

DAS MANIFESTAÇÕES EM ESPANHA...


Muito se tem escrito sobre as manifestações em Espanha por parte dos indignados laicistas que protestam contra a contribuição de dinheiros públicos para as Jornadas Mundiais da Juventude (uma manifestação católica de jovens com a inultrapassável contribuição e presença do Papa Bento XVI)

Em primeiro lugar, convém dizer que a grande maioria das despesas são suportadas pela própria Igreja Católica, por contribuições e por fundos privados. Veja-se aquiaqui, aqui e aqui.

Depois, convém salientar que a grande maioria dos ditos Indignados são de Esquerda. E a Esquerda é adepta do keynesianismo. Quer isto dizer, a Esquerda acredita que é papel do Estado gastar dinheiro (seja por obras públicas, seja por subsídios) para manter o dinheiro a circular e, deste modo, dinamizar a economia.

Deste modo, não se compreende as manifestações destes Indignados contra as (poucas comparadas com tanta e tantas outras) despesas públicas no que diz respeito à visita do Papa... quando se sabe que a economia espanhola vai claramente sair a ganhar com essa visita. Veja-se aqui, aqui e aqui

Mas quando confrontado com isto, o Indignado contesta que se estão a utilizar dinheiros públicos para promover uma religião, que é uma crença subjectiva e privada, não partilhada por certos segmentos da população, e que busca impôr a sua moralidade particular sobre os outros.

Ora, estes são os mesmos que acham que os dinheiros públicos devem financiar abortamentos provocados... ou certos lobbys de propaganda feminista e LGBT. Também muitos segmentos da população contestam a benignidade e a ética destas práticas. Portanto, estes indignados não podem ser (por princípio) contra a utilização de dinheiros públicos para financiarem uma moralidade particular que se pretende impor aos outros.
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Não sejamos ingénuos! Se a questão realmente se prende com os dinheiros públicos, então para quê tantos cartazes de doutrinas contrárias à Igreja (homossexualidade, abortamento) ou com as mentiras propagandísticas do costume (o nazismo do Papa ou o seu encobrimento de casos de pedofilia)?

Portanto, daqui se depreende que os dinheiros públicos são apenas um pretexto!

O que realmente move estes Indignados é o ódio e o preconceito! Contra o Papa! Contra o Catolicismo! Contra as expressões públicas, comunitárias e democráticas dos católicos!

Ora, estes Indignados também são favoráveis a que sejam proibidas todas as manifestações que sejam puras manifestações de ódio e preconceito...

Logo, segundo a própria ideologia dos Indignados:
1) A visita do Papa deve ser financiada por dinheiros públicos, porque é benéfica para a economia
2) O facto de a religião católica ser subjectiva não impede a utilização desses dinheiros públicos
3) As manifestações dos Indignados deveriam ser proibidas, porque são movidas única e exclusivamente por ódio e preconceito.

Não estou a dizer que concordo com nenhuma destas conclusões. Digo apenas que o Indignado tem apenas 2 opções: ou concorda com estas conclusões ou então está a ter um double-standard (o que, a verificar-se, demonstraria que o Indignado é incoerente e injusto).

6 comentários:

Manuel Marques Pinto de Rezende disse...

bom post.

Alma peregrina disse...

Muito obrigado, caro Manuel! Seja bem-vindo ao meu blog!

Pax Christi

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Nesta altura já sabemos que por dinheiro não pode ter sido. Fica o resto...

Alma peregrina disse...

É claro que não foi o dinheiro, caro João! O dinheiro foi apenas um pretexto para se manifestarem e para tentarem virar o resto da população (já sobrecarregada com a crise económica) contra o Papa. Queriam manipular o Povo para fazer o trabalhinho sujo deles e impedir o Papa de vir a Espanha pregar o Evangelho que eles não suportam.

Mas eles julgam que somos burros?

Pax Christi

Alma peregrina disse...

PS: A propósito "roubei" do seu blog a citação do S. Josemaria Escrivá
:P

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Por favor, meu caro, quando encontramos uma coisa boa, o que me mais queremos fazer é partilhar.