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Ano da Fé

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CITAÇÃO DO MÊS

Uma pedra atirada a um charco causa ondulações que se espalham em todas as direcções. Cada um dos nossos pensamentos, palavras e actos faz isto. Ninguém tem o direito de se sentar a desesperar. Há demasiado trabalho a fazer...

Dorothy Day

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

AS REGIÕES, A TROIKA E A SUBSIDIARIEDADE


Tenho muitas discordâncias em relação ao memorando da Troika. Algumas das medidas (como, p.ex., a flexibilização dos despedimentos) não têm nada a ver com a recuperação da crise económica e tudo a ver com a imposição de um modelo capitalista. Mas a medida de extinguir autarquias é, pelos vistos, uma excepção à regra... não tem nada a ver com a imposição de um modelo capitalista e sim com o oposto, i.e., com um modelo estatista e centralizador, à boa maneira socialista.

A ideia é que, extinguindo freguesias e municípios, se vão reduzir os custos associados às mesmas. Ora, isto é completamente falso. Quando se centraliza, aumenta-se a distância entre os centros de decisão e as populações afectadas. Isto compensa-se aumentando a burocracia. E a burocracia não só aumenta os custos como diminui a eficiência.

Mas então, que fazer? Que fazer quando uma das grandes fontes de despesismo do nosso país são precisamente os autarcas corruptos e gastadores, que não aceitam conter os custos das suas obras puramente demagógicas?

A solução não reside em centralizar e colocar tudo sob o máximo de tutela do Estado. A solução está, precisamente, em descentralizar ainda mais! É que o problema é que, até agora, a descentralização tem sido apenas de dinheiro... mas não houve qualquer descentralização de responsabilidades! E esse é o problema! Porque, tal como acontece no caso do Rendimento Mínimo, também essa situação cria uma subsidio-dependência do Estado, com a consequente quebra de produtividade e aumento da corrupção!

Por exemplo, anda muito na baila a situação da Madeira. Toda a gente cai em cima do Alberto João Jardim! Mas quem o pode censurar? Ele apenas está a jogar (e muito bem!) as cartas que o actual sistema induz que se joguem!

O Alberto João Jardim quer gastar fortunas na Madeira? Pois que o faça! Mas não com o dinheiro dos impostos dos portugueses em geral! Que o faça com o dinheiro dos impostos dos madeirenses! E deixemos que o dinheiro dos impostos dos lisboetas seja gasto em Lisboa e o dinheiro dos impostos dos portuenses no Porto e o dos bracarenses em Braga!

E, deste modo, que sejam as autarquias a gerir as suas próprias forças de segurança, as suas próprias escolas, os seus próprios hospitais... O Estado receberia apenas uma fracção mínima dos impostos, mas também estaria mais liberto para actuar económica e politicamente na sua verdadeira área de competência: governar a Nação, através dos poderes legislativos e executivos.

Claro que, nas regiões mais desertificadas, haveria menos população e, logo menos impostos para gastar no seu desenvolvimento. Ora, isso não seria grande problema:
 a) Tal como cada indivíduo tem de desembolsar algum do dinheiro dos seus impostos para ajudar os mais desfavorecidos através do Estado Social... também as regiões mais desenvolvidas deveriam contribuir para um fundo solidário para ajudar o desenvolvimento das menos favorecidas
 b) Uma região mais desertificada, tendo menos população, também tem menos despesas... assim, nestas regiões, os impostos seriam menores. Este seria o incentivo perfeito para atrair as pessoas para aquelas regiões, repovoando-as.

Ou seja, todos ficaríamos a ganher com uma verdadeira descentralização e regionalização de Portugal. Infelizmente, não é isso que está na cabeça das elites bem-pensantes. Vamos pagar bem caro estas medidas... literalmente!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

QUEREM LEVAR O PAPA A JULGAMENTO!

Umas mentes brilhantes quaisquer estão a aproveitar (como sempre!) a mais recente viagem evangélica do Papa Bento XVI para ganharem atenção mediática. Ao que parece, querem levá-lo a julgamento pelos escândalos de pedofilia... Ah! E é ao Tribunal Internacional por crimes contra a Humanidade (é claro... haveria de ser por menos?)!

EU ACHO MUITÍSSIMO BEM!

Que julguem o Papa! Com base no que li sobre o assunto, era perfeitamente benéfico que assim fosse! Assim, o enviesamento anticlerical, sensacionalista e difamatório dos media seria finalmente posto a descoberto! E o Papa teria finalmente a sua inocência claramente e irrefutavelmente provada! Mais: finalmente seriam postos a nu todos os esforços heróicos que Ratzinger envidou na luta contra a pedofilia no seio da Igreja, quer enquanto Cardeal, quer enquanto Papa!

E essas mentes brilhantes teriam de voltar à lengalenga gasta do "Cruzadas, Inquisição, Cruzadas, Inquisição, Cruzadas, Inquisição, Cruza..."

No entanto, a principal obrigação do Papa é para com os seus fiéis e não para com os seus detractores (que, por mais provas que os refutem, jamais ficarão satisfeitos, pois não estão interessados na Verdade nem na Razão, mas apenas em terem pretextos para calarem uma voz incómoda)! Por isso, o Papa já está demasiado ocupado com o actual estado da Igreja Católica, para ter de andar a enveredar em mitigações populistas deste género! Claro que a Lei prevalecerá e o Papa não irá a julgamento, porque essa ideia não tem qualquer sustentação jurídica... mas, claro, serve para os demagogos do costume continuarem a vociferar! Deixai-os, pobres coitados...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

UMA CULTURA DE TRANSGRESSÃO É UMA CULTURA DE MORTE (II)

A propósito desta notícia, relembro este meu post.

Rezemos por elas, em vez de lhes lançarmos pedras, como nos ensinou o Mestre...

domingo, 18 de setembro de 2011

EU SOU EUROPEÍSTA, MAS...

... não sou a favor desta União Europeia.

A Bandeira da U.E.
representando o que ela realmente é

Uma União federalista, que afasta as nações da sua soberania e que afasta as populações dos centros de decisão, concentrando o poder longe daqueles que mais conhecem a realidade e que mais são afectados por essas decisões políticas. Basta ver como os burocratas de Bruxelas tentaram a todo o custo evitar referendos sobre o Tratado de Lisboa e como se comportaram aquando da nega dos irlandeses.
É um atentado ao princípio da Subsidiariedade, tão caro à Doutrina Social da Igreja!
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Uma União que aproveita o seu poder para impôr o modelo capitalista (tão criticado pelos Papas Pio XI e Bento XVI) aos países mais desfavorecidos em troca de ajuda financeira, quando esses países estão em maior necessidade de ajuda precisamente por terem renunciado à sua soberania monetária e entrado no modelo da "Moeda Única" que eles (também) impuseram. Impõem-nos um modelo capitalista, segundo o qual "greed is good", porque o que importa é haver investimento, sem qualquer regulação, independentemente da ética. Impõem-nos um modelo puramente economicista, como se as estatísticas económicas fossem mais importantes do que o bem-estar das pessoas. Trata-se de uma "União" que apenas é unida na prosperidade, mas que na crise se desune em países mais poderosos e em países menos poderosos, para que os primeiros se lancem sobre os segundos... sem perceberem que numa verdadeira união os mais fortes ajudam os mais fracos.
É um atentado ao princípio da Solidariedade, tão caro à Doutrina Social da Igreja!
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Uma União que rejeita a Lei Natural, promovendo uma agenda abortista e pós-moderna, sem qualquer respeito pela Vida Humana. Uma União que tenta redigir uma Constituição comum que apenas reconhece o impacto da Filosofia Greco-Romana e do Iluminismo na formação da identidade europeia, mas que rejeita a contribuição do Judeo-Cristianismo. Em suma, uma União de elitistas que divulgam uma Cultura da Morte e que demonstram uma grave ignorância histórica em relação ao continente que eles pretendem refundar... e que, ainda assim, se acham no direito e dever de nos "educarem" nos seus princípios.
É um atentado aos próprios católicos... e, em boa verdade, é um atentado a qualquer pessoa de bom senso!
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[Ah! E, já agora... todo e qualquer projecto humano que ignore Deus (por muito "racional" ou "progressista" que seja) está condenado ao fracasso! Esta União está a deteriorar-se inexoravelmente em frangalhos e não há nada que possa fazer para o travar!]
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Devolvam o poder aos povos! Devolvam as moedas aos países! Devolvam-nos a nossa identidade! Que vocês, eurocratas, não são guardiões de nenhuma dessas coisas! Se queremos uma Europa unida, façamos uma Comunidade que respeite a soberania, a liberdade e a identidade de cada um... façamos uma espécie de grémio de países, que promova a entreajuda e a livre circulação de ideias, pessoas e bens comerciais. Isso é suficiente para garantir a paz na Europa. Em boa verdade, tentar ir além disso é (isso sim!) prejudicial à paz na Europa.
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A Bandeira da C.E.E. foi inspirada
na coroa de doze estrelas de Nossa Senhora
em Apocalipse 12:1-2

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Embora discorde de muitas ideias do partido europeu UKIP, deixo aqui uns vídeos do eurodeputado Nigel Farage que ilustram muito bem o que há de errado com o nosso sistema europeu actual.




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É IMORAL!

É imoral sobrecarregar um país com impostos, enquanto nada se faz para conter a despesa (àparte de umas operaçõezinhas de cosmética)!

É duplamente imoral quando tais cortes na despesa foram a bandeira eleitoral que conseguiu o Poder!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

CITAÇÃO DO MÊS (e do regresso ao trabalho...)

Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus.

Padre S. Josémaria Escrivá
in Amigos de Deus, 149

AINDA A SILLY-SEASON... EM ANTECIPAÇÃO DO REGRESSO AO TRABALHO

sábado, 20 de agosto de 2011

DAS MANIFESTAÇÕES EM ESPANHA...


Muito se tem escrito sobre as manifestações em Espanha por parte dos indignados laicistas que protestam contra a contribuição de dinheiros públicos para as Jornadas Mundiais da Juventude (uma manifestação católica de jovens com a inultrapassável contribuição e presença do Papa Bento XVI)

Em primeiro lugar, convém dizer que a grande maioria das despesas são suportadas pela própria Igreja Católica, por contribuições e por fundos privados. Veja-se aqui, aqui, aqui e aqui.

Depois, convém salientar que a grande maioria dos ditos Indignados são de Esquerda. E a Esquerda é adepta do keynesianismo. Quer isto dizer, a Esquerda acredita que é papel do Estado gastar dinheiro (seja por obras públicas, seja por subsídios) para manter o dinheiro a circular e, deste modo, dinamizar a economia.

Deste modo, não se compreende as manifestações destes Indignados contra as (poucas comparadas com tanta e tantas outras) despesas públicas no que diz respeito à visita do Papa... quando se sabe que a economia espanhola vai claramente sair a ganhar com essa visita. Veja-se aqui, aqui e aqui

Mas quando confrontado com isto, o Indignado contesta que se estão a utilizar dinheiros públicos para promover uma religião, que é uma crença subjectiva e privada, não partilhada por certos segmentos da população, e que busca impôr a sua moralidade particular sobre os outros.

Ora, estes são os mesmos que acham que os dinheiros públicos devem financiar abortamentos provocados... ou certos lobbys de propaganda feminista e LGBT. Também muitos segmentos da população contestam a benignidade e a ética destas práticas. Portanto, estes indignados não podem ser (por princípio) contra a utilização de dinheiros públicos para financiarem uma moralidade particular que se pretende impor aos outros.
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Não sejamos ingénuos! Se a questão realmente se prende com os dinheiros públicos, então para quê tantos cartazes de doutrinas contrárias à Igreja (homossexualidade, abortamento) ou com as mentiras propagandísticas do costume (o nazismo do Papa ou o seu encobrimento de casos de pedofilia)?

Portanto, daqui se depreende que os dinheiros públicos são apenas um pretexto!

O que realmente move estes Indignados é o ódio e o preconceito! Contra o Papa! Contra o Catolicismo! Contra as expressões públicas, comunitárias e democráticas dos católicos!

Ora, estes Indignados também são favoráveis a que sejam proibidas todas as manifestações que sejam puras manifestações de ódio e preconceito...

Logo, segundo a própria ideologia dos Indignados:
1) A visita do Papa deve ser financiada por dinheiros públicos, porque é benéfica para a economia
2) O facto de a religião católica ser subjectiva não impede a utilização desses dinheiros públicos
3) As manifestações dos Indignados deveriam ser proibidas, porque são movidas única e exclusivamente por ódio e preconceito.

Não estou a dizer que concordo com nenhuma destas conclusões. Digo apenas que o Indignado tem apenas 2 opções: ou concorda com estas conclusões ou então está a ter um double-standard (o que, a verificar-se, demonstraria que o Indignado é incoerente e injusto).