Caros amigos:
Depois de ter experimentado o ambiente da bloggosfera, e de me ter habituado, senti-me impelido por uma série de circunstâncias a iniciar o meu próprio blog. Ora, eu sempre me senti particularmente atraído pela imagética da peregrinação. De facto, sempre me pareceu que este mundo, apesar de todas as belezas que sustenta, não é verdadeiramente um lar... mas uma estrada... um caminho que nos leva à nossa verdadeira casa. Para chegar a casa é necessário empreender uma jornada de auto-aperfeiçoamento, pois só onde encontramos a plenitude da nossa alma, encontramos o Céu (que é a presença absoluta de Deus, a nossa imagem e semelhança).
Pois bem, durante anos eu aceitei este desafio que a própria Vida me colocou... e peregrinei. Sem dúvida, esta foi uma peregrinação não isenta de tropeços, de desvios, de cansaços e de perigos. No entanto, esta também foi uma peregrinação cheia de surpresas e de maravilhas, muitas delas ainda em bruto, por descobrir.
Foi aí que me dei a reflectir nas sábias palavras do meu guia, o Papa Bento XVI:
"Quem já descobriu Cristo, deve levá-Lo aos outros! Esta alegria não se deve conter dentro de si mesmo! Deve ser compartilhada!"
Compreendi que, por muito forte e resistente que seja o peregrino... ele não é nada sozinho. É a estrada que faz o peregrino e não o oposto. E uma estrada é, entre outras coisas, feita por quem encontramos no caminho.
Não nos iludamos. Nesta peregrinação, não há hospedarias nem hóteis. Ninguém nos pode fornecer essas coisas, porque todos nós somos peregrinos na mesma peregrinação. Quem se apresentar como fornecedor desses bens estáveis está a enganar-se a si próprio e aos outros. O que há é, apenas, peregrinos que receberam um mapa com o caminho para casa: Cristo [o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14:6)].
Daí este espaço. Daí as "Crónicas de uma peregrinação". As crónicas da minha peregrinação.
Mais do que uma hospedaria, este blog visa ser uma fonte onde os peregrinos venham mitigar a sua sede com algumas palavras sobre Deus. E, sobretudo, um rendez-vouz onde os vários peregrinos podem encontrar-se e partilhar as suas experiências. Tentarei que as minhas reflexões sejam dignas deste objectivo.
Como tal, devo fazer notar, que o objectivo deste blog é auxiliar os seus utilizadores na sua caminhada de fé. Deste modo, tornam-se contrárias à natureza do blog todas as intervenções que visem, pura e exclusivamente, despejar comentários anticristãos, anti-religiosos e anticlericais.
Isto NÃO significa que não sejam aceites comentários divergentes à Fé Católica. Longe disso! Os peregrinos de outras fés (ou mesmo da ausência de fé) também são peregrinos na sua peregrinação e são bem-vindos a usufruir deste espaço. No entanto, toda e qualquer intervenção desta natureza deve ser temperada com espírito de diálogo, abertura, respeito e brandura. Agradeço que deixem os insultos, preconceitos e cinismos à porta. Peço aos católicos a mesma atitude. Tentarei ser digno dela.
Também não serão aceites comentários anónimos, a não ser que o anonimato seja absolutamente necessário. Agradecia que todos os comentadores se identificassem de alguma forma, para que não estejamos a falar com fantasmas, indistiguíveis de outros tantos fantasmas iguais.
Quem não quiser sujeitar-se a estas regras tem muitos outros sítios na Net onde pode dedicar-se a esse tipo de blogging.
Gostaria, finalmente, de acrescentar o seguinte disclaimer: eu não sou teólogo, nem pretendo sê-lo. Estas reflexões que apresento são mais um exercício de teosofia (i.e. filosofia focada em Deus). Eu amo muito a minha Igreja e o meu Deus e toda e qualquer intervenção minha deve ser entendida em função desse Amor. Qualquer erro doutrinal deve ser entendido como involuntário e decorrente de ignorância honesta. Peço aos comentadores mais informados que me corrijam... porque só é possível peregrinar se nos libertarmos dos nossos erros.
Posto isto, vou principiar as crónicas da minha peregrinação. A todos os peregrinos de boa vontade: sede bem-vindos!
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