arte.domingo, 5 de abril de 2009
A PAIXÃO DE CRISTO
arte.sexta-feira, 3 de abril de 2009
VIA CRUCIS NA BLOGOSFERA - sugestão
segunda-feira, 30 de março de 2009
O PAPA E A DOENÇA DO MUNDO (parte 1/2)
Tal como prometi, vou debruçar-me presentemente sobre as polémicas palavras do Papa Bento XVI a respeito do uso do preservativo e da SIDA. Ao que parece segundo os media, o Papa ter-se-á “lembrado”, sem motivo aparente, de dizer que os “preservativos agravam o problema da SIDA em África”. Os mesmos media rejubilaram porque agora tinham uma desculpa para, nas suas horas livres (entenda-se, nas crónicas de opinião), se entregarem ao seu hobbie favorito: “malhar no Papa”. Veja-se aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Perante isto, resta a um bom católico desenterrar a Verdade do meio das toneladas de sapatos que os jornalistas atiraram ao Papa.
O que aconteceu realmente foi isto: durante a viagem de avião até aos Camarões, um jornalista fez a seguinte questão ao Papa:
“Sua Santidade, entre os grandes males que afectam África está o problema da disseminação da SIDA. A posição da Igreja Católica para lutar contra este mal é frequentemente considerada irrealista e ineficaz. Você irá mencionar este assunto durante a sua viagem?”
Ao que o Santo Padre respondeu:
“Eu diria o oposto. Acredito que a presença mais eficaz na frente de batalha contra o VIH/SIDA é precisamente a Igreja Católica e as suas instituições. Penso na Comunidade de Sant’Egídio (que faz tanto, visível e invisivelmente para lutar contra a SIDA), nos camilianos e em todas as freiras que se colocam ao serviço dos doentes.
Eu diria que o problema da SIDA não pode ser resolvido com slogans publicitários. Se faltar a alma, se os africanos não se ajudarem uns aos outros, o flagelo não se poderá resolver com a distribuição dos preservativos: pelo contrário, nós agravamos o problema. A solução apenas surge mediante um compromisso duplo: a humanização da sexualidade (ou, por outras palavras, uma renovação humana e espiritual que produza uma nova forma de comportar-se para com o Outro) e, em segundo lugar, uma verdadeira amizade, acima de tudo para com aqueles que sofrem, uma prontidão (mesmo ao ponto do sacrifício pessoal) para estar presente perante aqueles que sofrem.
E são esses os factores que ajudam a trazer um progresso visível.
Logo, eu diria que o nosso esforço duplo deve ser renovar a pessoa humana internamente, dar força humana e espiritual a uma nova forma de se comportar que seja justa para com o próprio corpo e para com o corpo da outra pessoa, e a capacidade de sofrimento juntamente com aqueles que sofrem, de estar presente nessas situações de provação.
Eu acredito que esta é a primeira resposta (contra a SIDA): é isto que a Igreja faz e, logo, ela oferece uma grande e importante contribuição. Estamos gratos para com aqueles que procedem assim.”
O que os media ouviram (e relataram):
Blá blá blá o flagelo não se poderá resolver com a distribuição dos preservativos: pelo contrário, nós agravamos o problema. Blá blá blá…
Ora, se Sua Santidade foi irresponsável neste comentário, então a sua responsabilidade tem de ser compartilhada por aqueles que lhe apontam o dedo (i.e. os jornalistas). Afinal de contas, o Papa não se “lembrou” de criticar o preservativo… antes foi incitado por um jornalista, o qual sabia muito bem quais seriam os frutos da sua questão: ou a Igreja renunciava aos seus ensinamentos menos populares (o que seria, a priori, muito pouco provável) ou então os jornalistas poderiam ganhar dinheiro e protagonismo com manchetes ostracizando o Papa.
Impõe-se a questão: se os jornalistas acreditam que a posição da Igreja é irresponsável, então por que acordaram o animal adormecido? Propagandear a posição da Igreja neste assunto em troca de um furo jornalístico não é, também, irresponsável?
Pois bem, a essa irresponsabilidade dos jornalistas acresce uma outra: os jornalistas deliberadamente omitiram as soluções que o Papa propôs (a humanização da sexualidade, a união dos africanos em torno de um objectivo comum) para se concentrarem apenas nisto: “usar o preservativo agrava a SIDA”. Se houver algum caso de SIDA provocado por esta polémica, a grande parte da culpa será da cobertura enviesada e oportunista dos media, não propriamente do Papa.
Mas, pondo isto de lado, impõe-se uma outra questão: “As palavras do Papa serão verdadeiras?”. Qualquer pessoa sem dogmas deve aproximar-se desta questão sem certezas apriorísticas, tentando apreender o que a opinião do Papa visa transmitir.
Ora, esta problemática da Igreja, do preservativo e da SIDA é apenas um sintoma de uma realidade mais profunda e perniciosa: o dogma segundo o qual a Igreja é responsável por milhões de mortes por SIDA na África sub-saariana. Este dogma é bastante prevalente e vemo-lo muitas vezes atirado nos debates religiosos, juntamente com outros clichés e frase feitas (como as dos “tesouros do Vaticano”) que poupam aos detractores da Igreja o trabalho de pensar pelas próprias cabecinhas nos seus próprios preconceitos.
Pois bem, este dogma é FALSO!
O senso comum assim no-lo dita! Quero dizer, indivíduos não-católicos nunca irão seguir a moralidade da Igreja no que tange ao uso de preservativos (na verdade, nem sequer os próprios católicos parecem muito dispostos a fazê-lo). Quem parece disposto a ouvir o Papa nestas matérias são católicos com um comprometimento tão sólido para com a sua moralidade que, muito provavelmente, nunca irão precisar de preservativos (porque provavelmente nunca irão praticar comportamentos sexuais de risco).
Acho profundamente ridículo que os detractores da Igreja acreditem que muitos católicos irão praticar comportamentos sexuais de risco (como adultério, prostituição ou fornicação) sem qualquer respeito pela moral católica mas que, na altura do acto, irão ter um súbito ataque de catolicidade, pensando “Peraí, preservativo é pecado!”
Pois bem, os factos falam por si. Cruzando os dados deste site com este outro, vê-se isto:
Top 10 dos países da África Continental com a maior percentagem de católicos:
1) Guiné Equatorial (93,52% de católicos) – Taxa de VIH 3,4%
2) Burundi (62,25% de católicos) – Taxa de VIH 2,0%
3) Lesoto (53,62% de católicos) – Taxa de VIH 23,2%
4) Congo (50,49% de católicos) – Taxa de VIH 3,5%
5) Angola (50,04% de católicos) – Taxa de VIH 2,1%
6) República Democrática do Congo (49,75% de católicos) – Taxa de VIH 1,2-1,5%
7) Ruanda (47,92% de católicos) – Taxa de VIH 2,8%
8) Gabão (46,42% de católicos) – Taxa de VIH 5,9%
9) Uganda (42,28% de católicos) – Taxa de VIH 6,7%
10) Zambia (28,22% de católicos) – Taxa de VIH 15,2%
Top 10 dos países da África Continental com a maior taxa de SIDA são:
1) Swazilândia (5,56% de católicos) – Taxa de VIH 26,1%
2) Botswana (4,78% de católicos) – Taxa de VIH 23,9%
3) Lesoto (53,62% de católicos) – Taxa de VIH 23,2%
4) África do Sul (6,36 % de católicos) – Taxa de VIH 18,1%
5) Namíbia (16,78% de católicos) – Taxa de VIH 15,3%
6) Zimbabwe (8,79% de católicos) – Taxa de VIH 15,3%
7) Zambia (28,22% de católicos) – Taxa de VIH 15,2%
8) Moçambique (22,33% de católicos) – Taxa de VIH 12,5%
9) Malawi (21,76% de católicos) – Taxa de VIH 11,9%
10) Uganda (42,28% de católicos) – Taxa de VIH 6,7%
Está certo que não calculei se existe uma relação estatisticamente significativa entre a percentagem de católicos e a taxa de prevalência da SIDA… mas penso que estes dados exorcizam por completo o fantasma da Igreja Católica como grande culpada da disseminação da SIDA em África.
Claro que, perante isto, o detractor da Igreja irá contra-argumentar: “Pois está muito bem… talvez a doutrina da Igreja não ande a matar pessoas a torto e a direito… mas a intervenção do Papa foi infeliz e errada: os preservativos não agravam a epidemia da SIDA. Pelo contrário, são um recurso eficaz e realista. O Papa deveria abster-se de comentar sobre esse assunto.”
Irei focar-me neste aspecto na segunda parte deste post.
VIA CRUCIS NA BLOGOSFERA - ESTAÇÕES
Muito bem, então o sorteio determinou assim:
Estação I
Ecce homo ("Eis o Homem!")
Blogger: MJG
Blog: Vidas Vividas
Link: http://vidasvividas-mjg.blogspot.com/
Estação II
Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt ("Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!")
Blogger: Alma Peregrina
Blog: Crónicas de uma Peregrinação
Link: http://cronicasdeumaperegrinacao.blogspot.com/
Estação III
Hodie mecum eris in Paradio ("Hoje mesmo estarás coMigo no Paraíso")
Blogger: Maria João
Blog: Caminhar do Sul
Link: http://alcacerdosalfatimaape.blogspot.com/
Estação IV
Mulier, ecce filius tuus ("Mulher, eis aí o teu filho")
Blogger: MRB
Blog: Quadradinhos que não vendem
Link: http://quadradinhosquenaovendem.blogspot.com/
Estação V
Eloi, eloi lami sabactami ("Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?")
Blogger: J
Blog: Reino Imperfeito
Link: http://reinoimperfeito.blogspot.com/
Estação VI
Sitio ("Tenho sede!")
Blogger: Joaquim
Blog: Que é a Verdade?
Link: http://queeaverdade.blogspot.com/
Estação VII
Consummatum est ("Tudo está consumado!")
Blogger: Mar com Canela
Blog: Mar com Canela
Link: http://marcomcanela.blogspot.com/
Estação VIII
In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum ("Nas Tuas mãos, Senhor, entrego o Meu Espírito!")
Blogger: Sofia
Blog: Via Cristo
Link: http://viacristo.blogspot.com/
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Quanto ao formato da Via Sacra, cada blogger deverá, na 5ª Feira Santa, publicar um post assim:
Estação anterior
(colocar aqui o link para o blog da estação anterior)
Pai Nosso
Boa Sorte!!!
quinta-feira, 26 de março de 2009
CITAÇÃO DO MÊS (E DA QUARESMA)
terça-feira, 24 de março de 2009
VIAGEM PAPAL A ÁFRICA
Durante esta viagem (este belíssimo testemunho da postura maternal e pastoral da Igreja), o Papa Bento XVI aproveitou para denunciar vários males que assolam África: a guerra, a pobreza, a falta de misericórdia para com os doentes, a superstição, o tribalismo, a discriminação contra as mulheres, o holocausto do aborto…
O que ficou na mente das pessoas?
“Preservativos… heresia… preservativos…”
Uma vez que os media não lutam contra esta visão redutora desta viagem do Papa Bento XVI (na verdade, são eles quem a alimentam) resta-me a mim, pobre e insignificante blogger, colmatar esta grave deficiência.
sexta-feira, 20 de março de 2009
VIA CRUCIS NA BLOGOSFERA - REUNIÃO DE PARTICIPANTES
"Mulier, ecce filius tuus" ("Mulher, eis o teu filho")
"Eloi, eloi lami sabactami" (Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?")
"Sitio" ("Tenho sede")
"Consummatum est" ("Tudo está consumado")
"In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum" (Nas Tuas mãos, Senhor, Eu entrego o Meu Espírito").
segunda-feira, 16 de março de 2009
POESIA (PARA A QUARESMA)
Aproximo-me do Sacramento de Teu Filho Unigénito
Nosso Senhor Jesus Cristo
Venho doente em direcção ao Médico da Vida
Venho impuro em direcção da Fonte da Misericórdia
Venho cego em direcção à radiância da Luz Eterna
Venho pobre em direcção ao Senhor dos Céus e da Terra.
Senhor, na Tua infinita generosidade

Cura a minha doença
Purifica a minha impureza
Ilumina a minha cegueira
Enriquece a minha pobreza
Veste a minha nudez
Possa eu receber o Pão dos anjos
O Rei dos reis, o Senhor dos senhores
Com reverência humilde, pureza e fé,
Arrependimento e amor e com um
Propósito firme que me traga à salvação
Possa eu receber o Sacramento
Do Corpo e Sangue do Senhor
A sua realeza e poder.
Rei Deus, possa eu receber o Corpo
Do Teu Filho Unigénito, Nosso Senhor Jesus Cristo
Nascido do ventre da Virgem S. Maria
E, assim, ser recebido no Seu Corpo Místico
E contado entre os seus membros.
Pai de Amor, tal como, nesta peregrinação terrena
Eu recebo o Teu amado Filho, sob o véu de um Sacramento
Possa eu um dia ver a Sua Face em Glória
Que vive e reina para sempre.
Ámen"
segunda-feira, 9 de março de 2009
BELLA
quinta-feira, 5 de março de 2009
O PROFESSOR ESPARTANO COM PISTOLAS AO AMANHECER
Constituição da República Portuguesa:
Art. 36.º, n.º 5 "Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos"
Art. 43.º, n.º 2 "O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas"
Art. 26.º "A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar"
sábado, 28 de fevereiro de 2009
A CIÊNCIA DA FÉ E A FÉ NA CIÊNCIA (parte 3/3)
Claro que a Fé pode explicar a Ciência! Nós acreditamos que Jesus Cristo é o Logos encarnado. Ou seja, acreditamos que a própria Razão (que é Deus) encarnou e se tornou visível. Deste modo, acreditando no Deus cristão, nós acreditamos que todas as coisas (que foram criadas por Ele) possuem uma partícula de Razão. Se as coisas criadas não tivessem essa partícula de Razão, a Ciência não lhes seria aplicável (porque a Ciência parte do pressuposto que as coisas manipuladas cientificamente se comportam de uma forma racionalmente perceptível). Consequentemente, se Cristo nos diz que temos de O procurar, isso é um enorme estímulo à Ciência (porque Cristo é a Razão e nós temos de procurar Cristo).
E isto é comprovado pela História. Exceptuando-se o caso Galileo, a verdade é que a Igreja sempre foi uma grande mecenas das ciências.
Foi ela quem criou o sistema universitário.
Foi ela quem apoiou as grandes investigações medievais e renascentistas.
Ela criou o enquadramento cultural próprio, o húmus do Cristianismo no qual iria florescer o método científico (porque o Cristianismo é, como eu já referi acima, um incentivo à Ciência).
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Tantos cientistas que foram católicos devotos! O médico Louis Pasteur, o matemático Blaise Pascal, o químico Antoine-Laurent Lavoisier e… sim, o próprio Galileo!
Não seria possível que a civilização ocidental tivesse alcançado os níveis científicos do Iluminismo se a mesma civilização tivesse vivido os séculos de obscurantismo que nos querem fazer crer que a Igreja fomentou. A Ciência não nasce espontaneamente… é uma construção! Somos anões sobre os ombros de gigantes!

E o inverso: Será que a Ciência pode explicar a Fé?
Os teístas acreditarão que terão entrado agora num beco sem saída… porque a Fé não pode ser explicada pela Ciência. Parece que, finalmente, o ateu venceu a parada!
Não tão rápido. É que eu digo: a Ciência pode explicar a Fé, sim!
Recordemos a definição do método científico (vide post 2). Nós não provamos uma dada hipótese. Nós calculamos a probabilidade de um dado fenómeno ser devido ao acaso (partindo do pressuposto que a hipótese está errada).
Muitos adeptos da chamada teoria do Intelligent Design gostam de usar este raciocínio para provar a existência de Deus. Eles consideram que a complexidade do universo torna pouco provável que o mundo seja um fruto puro do acaso. Logo, Deus deve existir. Eu, por meu lado, prefiro não me meter em promiscuidades entre Fé e Ciência.
Porque eu sinto-me perfeitamente à vontade com o acaso. Eu acho que o universo está constantemente a ser modelado pelo acaso. O acaso é constituído por todas as causas que podem influenciar o fenómeno estudado e que eu não estou a considerar na hipótese (sejam essas causas conhecidas ou desconhecidas). Ora Deus é uma dessas causas desconhecidas que eu não consigo manipular e cuja amplitude eu não posso medir. Ao remeter Deus para o domínio do acaso, eu torno-me livre para pesquisar causas naturais para o fenómeno. Deus é aquela variável que pode influenciar tudo, pelo que eu devo procurar as causas de um fenómeno que não a causa “Deus”.
Ilustro o que pretendo dizer com o exemplo da cura da doença. A cura da doença é multifactorial. Eu posso testar a hipótese: “O remédio X é cura para a doença”. Ou seja, eu tento saber se, de facto, o remédio X é uma causa para a cura da doença. Mas ao fazê-lo, eu tomo consciência de que existem outras causas possíveis para a cura da doença que não o remédio X. A estas causas possíveis eu chamo “acaso”. E entre uma dessas causas possíveis está Deus. Por muitas causas que eu encontre para a cura da doença, enquanto houver “acaso” (i.e. causas possíveis desconhecidas para a cura), existe a possibilidade de Deus entrar na equação.
“Acaso é o nome que Deus usa quando não quer assinar as Suas obras”
Anatole France
Nesta altura, o leitor confuso pergunta-me: “Oh Alma peregrina… mas tu tinhas dito que se podia provar Deus pelo método científico!”
Pois disse. E reitero o que disse.
Só que as pessoas estão constantemente a tentar provar Deus como fariam para provar uma qualquer causa natural de um fenómeno natural. Continuam a tentar analisar a composição química do guisado da mamã! Mas o Deus revelado na Bíblia é um Deus pessoal, que pretende estabelecer um contacto pessoal connosco! Um contacto pessoal chamado “religião”.
Portanto, o cientista deve provar Deus de uma forma pessoal. É claro que os ateus já tentaram uma coisa semelhante! Eles dizem: “Se Deus existe, Ele que me fulmine com um relâmpago!”
Como Deus não o faz, o ateu aceita (muito satisfeito com a sua própria inteligência) que provou que Deus não existe.
Tolice!
Um cientista não tem dogmas. Quando aplica o método científico, ele está preocupado em descobrir a verdade, não em provar a sua hipótese a todo o custo. O que o ateu faz não é provar a sua hipótese... é um exercício de masturbação mental. Ele faz isso, porque sente prazer em provar a si próprio que Deus não existe. Mas o ateu já sabia qual iria ser o resultado da sua experiência (já outros o tentaram). Se o ateu considerasse que havia alguma hipótese de ser fulminado por um relâmpago, jamais tentaria Deus a fazê-lo. Impõe-se a questão: se o ateu já sabia a resposta, por que experimentou?
Por outro lado, o ateu tenta provar um deus que não existe. O ateu tenta provar a existência do deus que faz tudo o que lhe mandam. Ao tentar provar a existência de Deus, o ateu recusa as premissas dos religiosos (“Não tentarás o Senhor, teu Deus” Mt 4:7). Esta atitude é absurda e dogmática! Para testar uma hipótese, o cientista deve aceitar as premissas de tal hipótese.
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Relembro que acreditamos num Deus pessoal. Vou dar outro exemplo: imaginemos um cientista que não acredita que o género feminino exista. Portanto, tenta provar isso. Vai a um bar e vê uma mulher. Mas não acredita que aquela seja uma mulher, pois pode ser um travesti. Por isso, pega numa régua e põe as mãos nas cuequinhas da mulher para medir o… enfim, vocês sabem! Passadas umas boas bofetadas, o nosso cientista louco escreve no seu bloquinho: “Hipótese confirmada! A Mulher não existe! Apenas existem travestis com maus feitio!”
O cientista inteligente que quisesse provar a sua hipótese, tentaria seduzir a mulher no bar, namora-la e, eventualmente, leva-la para a cama. Deste modo, além de provar a sua hipótese, acederia a uma experiência agradável para si próprio e para a mulher…
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O ateu pensa que, só porque Deus não faz o que ele quer, então Deus não existe.
Isto torna-se muito visível nas considerações arbitrárias que o ateu faz acerca do que é “racional” e “irracional”. Em que se fundamenta o ateu para definir a religião como “irracional”? Quais são os seus critérios? O facto de Deus não ser passível de ser provado cientificamente? Mas quem disse que tudo o que é verdade tem de ser passível de ser provado cientificamente?
Por acaso, os homens das cavernas podiam provar cientificamente a existência da Célula? Não! Será que a teoria celular era falsa antes da descoberta do microscópio?
Por acaso, os homens das cavernas podiam provar cientificamente a existência de Plutão? Não! Será que Plutão não existia antes da descoberta do telescópio?
Vejo muitos materialistas a justificarem a doutrina “irracional” das aparições marianas com a doutrina “racional” dos O.V.N.I.S. Mas por que será que os O.V.N.I.S. são “racionais”? A resposta é esta: porque o homem moderno pode viajar para outros planetas! Logo, os O.V.N.I.S. são entidades que são compreensíveis para o homem moderno! No entanto, um materialista da época das cavernas, que não sabia sequer como construir um avião, diria que os O.V.N.I.S. seriam “irracionais”! Porque nenhum homem sabe como voar, então a existência de entidades racionais que saibam voar é falsa!
Os materialistas apresentam uma fé mais absurda que a dos religiosos! Eles acham que a realidade não foi criada por Deus! Eles acham que a realidade é criada pela mente deles! Eles acham que a realidade é criada pela nossa tecnologia!
O materialista objectará que, apesar de tudo, as hipóteses da Célula e de Plutão são passíveis de ser provadas cientificamente, mas que Deus nunca o será! Portanto, a Célula e Plutão são “racionais” porque existe a possibilidade de as provar cientificamente. Mas Deus é “irracional” porque, por mais que o Homem evolua, nunca o conseguirá provar cientificamente. A essas pessoas eu digo: tal como a Célula precisa de um microscópio para ser provada, tal como Plutão necessita de um telescópio para ser provado, também Deus precisa de uma ferramenta para ser provado! A essa ferramenta chama-se Fé! Temos um Deus pessoal, que gosta de ser seduzido, namorado e amado como a mulher no bar! Estas são as premissas da nossa fé!
Então, como se pode provar a existência de Deus? Seguindo as Suas instruções! O verdadeiro cientista limpa-se dos dogmas das etiquetas arbitrárias “racional” e “irracional” e tenta provar, sem certezas apriorísticas, a hipótese “Deus existe” através da aceitação das premissas da fé. O verdadeiro cientista experimentará, passando uma temporada rezando fervorosamente (não dizendo “Deus, faz o que te peço” mas “Deus, seja feita a Tua Vontade”), participando nos Sacramentos, trabalhando em grupos religiosos de ajuda comunitária, respeitando os Mandamentos, estudando humildemente a Bíblia, implorando a Graça divina…
… depois avaliará objectivamente os resultados.
Se, depois desta experiência, ele continuar a achar que Deus não existe, pelo menos ganhará um maior respeito pelos teístas.
Deste modo, peço desculpa, mas termino. Vou despir a minha bata e dirigir-me para casa, a fim de saborear o guisado da minha mamã.

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